FELIZ 2011





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terça-feira, 10 de maio de 2011

Estudo compara cérebro de crianças, psicopatas e bandidos

Publicado em 10 de março de 2011 por ineditacursos


Fulaninho de tal, 3 anos, alta periculosidade. A ideia de reconhecer futuros criminosos em crianças que mal sabem falar foi a grande sensação do maior encontro científico americano, a AAAS, em Washington, no fim do mês passado.


Biologia contribui para formar o criminoso, mas não é determinante


Agressividade é natural aos meninos e pode surgir nas meninas


A “boa notícia” trazida pelos pesquisadores é que seu filho, se tiver um cérebro “malvado”, pode não se tornar um bandido, mas um político corrupto. Criminosos armados e de colarinho branco têm cérebros parecidos.

Os responsáveis pelos estudos que vinculam violência com áreas cerebrais relacionadas ao julgamento moral e ao medo de punição são Adrian Raine, da Universidade da Pensilvânia, e Nathalie Fontaine, da Universidade de Indiana (EUA).

Os dois estão acostumados a desagradar quem os considera deterministas. Sua superlotada apresentação em Washington tinha muita gente com cara feia.


Raine mostrou um trabalho em que escaneou o cérebro de 27 psicopatas para saber como eram as suas regiões ligadas a emoções como a culpa, remorso e medo, principalmente a amígdala e o córtex pré-frontal.

Os psicopatas tinham amígdalas 20% menores do que o normal. Parece pouco, mas não se sabe bem que efeitos comportamentais isso causa, e é notório que a amígdala menor fosse generalizada entre os criminosos.

Resultados semelhantes foram encontrados nos cérebros de crianças consideradas problemáticas por pais e professores, algumas com apenas três anos, e em bandidos sem psicopatia.


Mais: Raine descobriu um cérebro similar em 21 condenados por fraudes financeiras (como golpes contra empresas de cartão de crédito). “Cérebro ruim, comportamento ruim”, resumiu, tornando as caras mais feias.


A pesquisadora chega ao ponto de questionar se essas pessoas realmente têm culpa pelos seus atos. “Ninguém pediu para nascer com uma amígdala menor”, diz.


A ideia de escanear o cérebro de crianças horrorizou os pesquisadores na plateia. Vários pediram o microfone para lembrar do risco de estigmatizar os meninos que estariam fadados ao mal.


Fontaine diz que quanto antes crianças potencialmente perigosas forem identificadas, melhor. “Assim podemos ajudar tanto elas quanto as suas famílias”, diz.


Uma ideia seria avaliar se essas crianças não estão em situações que facilitariam o desenvolvimento do seu potencial criminoso, como viver em áreas de pobreza.

Se estiverem, é preciso tirá-las dali. Cérebro “ruim” em um ambiente pior pode ser a receita da tragédia.


Artigo de: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/885673-estudo-compara-cerebro-de-criancas-psicopatas-e-bandidos.shtml

Pensamento e Inteligência

Para falar de Deficiência Mental há necessidade de falar um pouco da inteligência. E o que é inteligência? Para a Enciclopédia Britânica, inteligência é a habilidade de se adaptar efetivamente ao ambiente, seja fazendo uma mudança em nós mesmos ou mudando o ambiente.
Para adaptar-se ao ambiente satisfatoriamente, o indivíduo deve se utilizar da capacidade de integrar várias modalidades sensoriais (os sentidos) de modo a constituir uma noção (consciência?) da situação presente, além disso, deve desenvolver uma capacidade de aprendizagem, finalmente, deve desenvolver uma capacidade de agir objetivamente. Tendo em mente que os animais se adaptam, alguns melhor que o ser humano, e juntando-se com a definição de inteligência da Enciclopédia Britânica, então a inteligência jamais deve ser tida como exclusiva do ser humano.
A inteligência humana, entretanto, engloba conceitos mais complexos que a integração dos sentidos, apreensão da realidade e capacidade de agir, como possivelmente acontece nos animais. A inteligência humana é um atributo mental multifatorial, envolvendo a linguagem, o pensamento, a memória, a consciência. Assim sendo, a inteligência pode ser considerada um atributo mental que combina muitos processos mentais, naturalmente dirigidos à adaptação à realidade.

Sem dúvida nenhuma, a base estrutural da inteligência humano é o Pensamento, mais precisamente, o Pensamento Formal. Trata-se, o pensamento, de uma operação mental que nos permite aproveitar os conhecimentos adquiridos da vida social e cultural, combiná-los logicamente e alcançar uma nova forma de conhecimento.

Todo esse processo começa com a sensação (5 sentidos) e termina com o raciocínio dialético, onde uma idéia se associa a outra e, desta união de idéias nasce uma terceira. Quando percebemos uma rosa branca concebemos, ao mesmo tempo, as noções de rosa e brancura, daí podemos conceber uma terceira idéia que combina as duas primeiras.
O pensamento humano se dá em uma cadeia infinita de representações, conceitos e juízos, sendo a fonte inicial de todo esse processo a experiência sensorial. Para concebermos as duas primeiras idéias do exemplo acima, há necessidade de experimentarmos antes a rosa e também o branco para, então, numa próxima operação, concebermos a rosa branca. Não há, desta forma, necessidade de experimentarmos uma rosa já branca, por isso, por exemplo, somos capazes de conceber uma rosa completamente verde, xadrez ou listrada, sem nunca a termos visto.

Conceitos, Juízos e Lógica

Como vimos, o conhecimento se inicia nas representações sensoperceptivas do mundo e, a partir delas, continua com a elaboração dos conceitos. Importantíssimo sabermos sobre os conceitos, dos quais nos utilizaremos para explicar a sub-inteligência dos deficientes mais abaixo. Os conceitos surgem na consciência humana a partir da capacidade de selecionar e generalizar; atitudes que o ser humano adquire com o desenvolvimento.
E o que o ser humano faz com seus conceitos? Através dos conceitos o ser humano é capaz de elaborar juízos. Chama-se juízo, o processo que conduz ao estabelecimento das relações significativas entre conceitos, portanto, exercer o juízo ou julgar, é estabelecer uma relação entre conceitos, ora comparando, agrupando, ora generalizando. Uma vez construídos os juízos (que é um conjunto dinâmico de conceitos) será possível o raciocínio, que é a atitude de relacionar os juízos, uns com os outros.

A partir do desenvolvimento do juízo nasce, simultaneamente, o pensamento lógico. O pensamento lógico consiste em selecionar, integrar e orientar esses juízos mentalmente, com objetivo de alcançar uma conclusão ou uma solução, enfim, para possibilitar uma atitude racional ante as necessidades do momento.

Portanto, em seu sentido lógico o raciocínio não é nem verdadeiro nem falso, mas será sim, logicamente correto ou logicamente incorreto. Para nossas finalidades didáticas, o termo pensamento deve englobar aqui o conceito de raciocínio e, para a psicopatologia, para ser sadio o pensamento deve ser lógico.

Assim sendo, devemos completar a idéia de que o pensamento não se resume em associações esparsas e aleatórias de conceitos e juízos, como se combinássemos peças para formação de um mosaico. Além da característica associativa do pensamento, devemos acoplar um algo mais que lhe dá uma característica formal, ou seja, uma capacidade de dar FORMA às idéias.

Adquirindo forma o pensamento passa a se chamar Pensamento Formal, onde as idéias não são apenas a soma de suas partes, mas sim, uma configuração com forma própria. Isso pode ser exemplificado pela observação de uma melodia, que não se constitui apenas na somatória de suas notas, mas de uma coisa nova, com uma forma independente e original.

O conceito de inteligência visto acima, que integra os estímulos sensoperceptivos de forma a construir uma noção da realidade e à ela se adaptar, não parece ser monopólio dos seres humanos, já que os animais percebem os estímulos do mundo (mais até que seres humanos), integram esses estímulos e se adaptam à realidade, também como comentamos acima. O que, certamente, parece faltar aos animais é a inteligência decorrente do Pensamento Formal.

Assim sendo, muitas habilidades inteligentes estão presentes no reino animal, e com maior presença entre os primatas e golfinhos, capazes que são de identificação de cores, reconhecimento e uso de símbolos complexos, memória, etc. Portanto, a idéia que se tem hoje é que existem graus variados de inteligência presentes em outros animais e, por estas e outras razões, atualmente a inteligência tem sido estudada no plural -inteligências; inteligência social, aritmética, musical, emocional...etc. E mais curioso ainda é o fato de, aparentemente, um tipo de inteligência não depender do outro.
Ao estudarmos a Deficiência Mental interessa, sobretudo, o conceito de Inteligência Social e Inteligência Pragmática, que são, respectivamente, a habilidade para compreender e interagir com as demais pessoas e com as coisas, ou seja, atuar adequadamente nas relações humanas e na vida prática. Segundo os atuais critérios de definição da Deficiência Mental, esta seria predominantemente a incapacidade de adaptação satisfatória ao ambiente social, portanto, predominantemente relacionada às inteligências Social e Pragmática.
Mas, na vida em sociedade, não são apenas as inteligências Social e Pragmática as únicas responsáveis pelo sucesso. Por isso dissemos "predominantemente", no parágrafo acima. As inteligências Social e Pragmática seriam responsáveis, por assim dizer, pelo bom trânsito das pessoas em meio aos seus pares e para lidar com as coisas, mas, para aprimorar o relacionamento com os outros e consigo própria, a pessoa deve dispor também de uma outra inteligência; a Inteligência Emocional.

Inteligência Emocional

Os recentes estudos sobre a Inteligência Emocional procuram explicar porque certas pessoas com um QI elevado freqüentemente falham na vida social, enquanto outras, com um QI mais modesto se destacam surpreendentemente. A Inteligência Emocional, seria então a habilidade de auto-controle, de cuidados sociais e pessoais, a determinação e a capacidade de motivação.



Segundo pesquisa de Maria Teresa

Eglér Mantoan , as pessoas com Deficiência Mental demonstram muito pouca habilidade para a generalização das aprendizagens, portanto, como vimos acima, sofrem severo prejuízo na elaboração de conceitos. Elas apresentam ainda um sub-funcionamento da memória. Embora os deficientes possuam assimilação equivalente às pessoas normais mais jovens, na questão da resolução de situações e problemas, ou seja, na colocação em prática de seus conhecimentos eles se mostram inferiores às pessoas normais. Fazendo uma analogia com a informática, poderíamos considerar que os deficientes têm um input normal e um processamento deficiente, logo, um output também inadequado.



O trabalho de Maria Tereza traz um otimismo em relação às possibilidades de desenvolvimento das estruturas do raciocínio lógico em deficientes mentais, através de uma técnica de Construtivismo Epstemológico. Também em relação à memória, igualmente prejudicada na Deficiência Mental, considera ser uma habilidade intelectual que pode ser melhorada nos deficientes, através de intervenções que fazem uso de estratégias de retenção e de outras capacidades necessárias para a lembrança e reconstituição de fatos.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Pesquisa da USP ajuda a caracterizar diferentes tipos de autismo

Objetivo visa contribuir no diagnóstico, ao tentar diferenciar o autismo de alto funcionamento da síndrome de Asperger

Apesar de muito estudados, os transtornos do espectro autista continuam representando um desafio para a ciência, desafio este que é ainda maior para portadores e familiares, obrigados a conviver com preconceito, dificuldade de diagnóstico preciso e, por isso mesmo, falta de tratamento adequado.

No Laboratório de Visão do Instituto de Psicologia (IP) da USP, a pesquisa da psicóloga Elaine Zachi busca contribuir no campo do diagnóstico, ao verificar se é possível diferenciar o autismo de alto funcionamento da síndrome de Asperger. Para isso, é analisado o desempenho dos pacientes em testes neuropsicológicos computadorizados.

Os testes avaliam itens como atenção, memória, raciocínio, planejamento, controle do comportamento e tomada de decisão, e podem ajudar clarear o debate atual entre autores na literatura científica.

Tratamento

A importância da diferenciação dos transtornos é que isto proporcionará mais precisão no encaminhamento dos pacientes, e também melhoria na elaboração de estratégias de tratamento para que eles se desenvolvam nas características em que apresentam dificuldades. " Se colocarmos todos [os pacientes] em um grupo só, podemos deixar de dar uma assistência específica para o que cada um está precisando" , explica a pesquisadora.

Os tratamentos para estes casos incluem, por exemplo, atividades educacionais em grupo, que os ajudam a lidar melhor com interações cotidianas, e terapia com animais, para que os pacientes saibam identificar sentimentos e também expressá-los.

Desde que seus portadores sejam corretamente encaminhados, o autismo de alto funcionamento e o Asperger têm uma boa perspectiva de melhora. " O prognóstico é melhor porque estes pacientes têm uma capacidade intelectual e de comunicação maior do que em outros tipos de autismo" , justifica a psicóloga Elaine Zachi.

Para a pesquisadora, mesmo que a família em geral não receba a notícia de que tem um filho autista de uma maneira muito boa, é importante que ela saiba que os portadores conseguem ter uma vida normal. " Com algumas dificuldades, sim, mas, dependendo do caso, podem ter seu trabalho, casar e serem independentes", completa.

Visão


O Laboratório de Visão, em que Elaine realiza seu pós-doutorado sob supervisão da professora Dora Ventura, é um dos locais que reúne pesquisadores dedicados à neurociência visual e à neuropsicologia no IP. A neuropsicologia é o ramo das neurociências olha para o sistema nervoso do ponto de vista do comportamento.

Nas síndromes analisadas, o estudo da percepção visual é importante, pois é uma das áreas afetadas em seus portadores. As alterações incluem a percepção de detalhes muito acurada, enquanto a de aspectos globais é dificultada - e isto pode justificar os comportamentos deles em outros aspectos. " Se a pessoa tem uma percepção mais voltada para as partes em uma figura, vai ter uma percepção melhor para o detalhe também no seu dia-a-dia. Então vai deixar de ver contextos globais nas interações com as pessoas, ter dificuldades de compreender os discursos e de se expressar" , analisa Elaine.

Em um estudo de outro autor, por exemplo, foi verificado que o portador de Asperger não teve dificuldades no teste de alternação da atenção, enquanto o autismo de alto funcionamento teve. " O que estou fazendo é pegar uma bateria mais completa, com vários testes, de atenção memória e funções executivas, e ver se, baseados nesta gama de testes, podemos traçar um perfil de cada um dos transtornos" , esclarece.


Ainda existem poucos estudos na área. As pesquisas mais numerosas do gênero foram feitas com os portadores dos tipos de autismo mais avançados. Se por um lado, o fato de ter a inteligência normal melhora o prognóstico dos pacientes com Asperger ou autismo de alto funcionamento, por outro, muitas vezes por isso a presença dos transtornos não é detectada, atrasando a inclusão em terapias. " O indivíduo chega à vida adulta sendo visto como uma pessoa estranha por quem está em volta, com uma fala mais prolixa, mais autocentrada, mas ele não tem o diagnóstico" , observa a pesquisadora.

A pesquisadora procura pacientes já diagnosticados com síndrome de Asperger ou autismo de alto funcionamento para participar da pesquisa.


Fonte: Isaúde

transtornos de esquema corporal e exercícios

os transtornos de esquema corporal subdividem-se em dois grupos: os transtornos referentes ao conhecimento e representação mental do próprio corpo e os transtornos referentes a utilização do corpo (orientação no próprio corpo e uma inadequada utilização do corpo em relação ao espaço em redor).


é no segundo tipo onde se encontram a maioria dos problemas. isto poderá estar relacionado com as primeiras relações afetivas da criança com seu ambiente.

dentro deste grupo de transtornos, é possível distinguir:

asomatognosia: a criança é incapaz de reconhecer e mostrar no seu corpo alguma de suas partes. por exemplo, na agnosia digital a criança não é capaz de reconhecer, mostrar nem mover os dedos de sua própria mão ou de outra pessoa.

transtornos da lateralidade: estes transtornos são causa de alterações na estruturação espacial e, consequentemente, na leitura/escrita. são exemplo disso a lateralidade contrariada, a lateralidade cruzada e o ambidestrismo.

exercícios: esquema corporal

1. exercício

este exercício de esquema corporal é um exercício de psicomotricidade que pretende trabalhar o reconhecimento das partes essenciais do corpo. diga à criança os seguintes nomes das partes do corpo humano: cabeça, peito, barriga, braços, pernas, pés, explorando uma parte por vez. a criança mostra em si mesma a parte mencionada anteriormente, repetindo corretamente o nome. numa primeira fase o exercício deverá ser realizado de olhos abertos, numa segunda fase de olhos fechados.

2. exercício

neste exercício de esquema corporal a criança deverá reconhecer, em complemento ao exercício 1, as partes do rosto: nariz, olhos, boca, queixo, sobrancelhas e ouvidos. deverá também reconhecer o pulso, o dedo maior e o dedo menor, com os braços apoiados sobre uma mesa. deverá ser ensinado à criança os nomes dos dedos pedindo que ela levante um a um repetindo os respectivos nomes.

3. exercício

este exercício de esquema corporal é para ser realizado com a criança em pé ou sentada (exercício 3) e com a criança deitada (exercício 4). pretende-se trabalhar com os olhos. em pé ou sentado a criança acompanha com os olhos a trajetória de um objeto que se desloca no espaço, mas sem mexer a cabeça.



4. exercício

fazer com que a criança tome consciência da existência dos rins. deitada com as pernas estendidas e as mãos sobre os rins a criança dobra os joelhos e encosta-os no peito. conversar com a criança acerca da parte do corpo que se apoia com força sobre suas mãos – os rins.

5. exercício

este exercício de esquema corporal pretende automatizar a noção de direita e esquerda. numa primeira fase deve ensinar-se à criança, através de exemplificação no seu próprio corpo, qual a sua direita e qual a sua esquerda.


após dominar este conceito realizar este exercício por etapas:


• fechar com força a mão direita;


• fechar com força a mão esquerda;


• levantar o braço direito;


• levantar o braço esquerdo;


• bater o pé esquerdo;


• bater o pé direito;


• mostrar o olho direito;


• mostrar o olho esquerdo;


• mostrar a orelha direita;


• mostrar a orelha esquerda;


• levantar a perna esquerda;


• levantar a perna direita.


inicialmente, deve a criança deve ter os olhos abertos, mas quando já tiver dominado o exercício repetir, mas com os olhos fechados.

6. exercício

este exercício de esquema corporal deverá ser realizado por último, após os exercícios 1, 2,3/4 e 5. pretende-se que a criança localize elementos na sala de aula, na sala de casa, no seu quarto ou até mesmo no exterior. assim, a criança deverá dizer de que lado está a porta, a janela, a mesa da sala de aula, etc em relação a si mesma. é muito importante que durante a realização do exercício, a criança não cruze os braços, porque isso dificulta a sua orientação espacial.



referência bibliográfica:


http://www.espacoaprendizagem.info/transtornos-de-esquema-corporal/

Síndrome de Landau-Kleffner

Conhecida como SLK, a Síndrome de Landau-Kleffner é uma forma de epilepsia infantil que gera transtornos de linguagem. Afeta crianças, mais frequente entre 3 a 7 anos, e sua característica principal é a diminuição da habilidade de usar ou entender a linguagem falada.

O que ocorre nessa síndrome é a alteração de comportamento que se confudem com o autismo, pois pode acontecer de uma criança evitar o contato com seus familiares ou amigos, bater com os talheres na comida por diversas vezes, acontece ataques de raiva e agressão, não sente dor, tem muito sono e pode fazer brincadeiras inadequadas à sua idade. Como afeta a linguagem, pode acontecer de a criança nem entender o seu próprio nome , reconhecer sons ou o que é dito a ela e assim acaba se comportando como se fosse uma criança surda ou que esteja perdendo a audição repentinamente.

A SLK não tem tratamento específico, alguns consideram o uso de corticosteróides como benéfico, mas há uma indicação para tratamento cirúrgico (transecção múltipla subpial).


Referência Bibliográfica


http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_de_Landau-Kleffner

Legastenia

Segundo a fonoaudióloga Evelise Pataro, em seu artigo publicado em "Viver Mente Cérebro", aponta a legastenia como a inabilidade do controle dos movimentos oculares e como consequência, dificulta nas tarefas de leitura e escrita e é muitas vezes considerado como sinônimo da dislexia.
Para facilitar o entendimento, quando alguém lê ou presta atenção em alguma coisa, os olhos fazem movimentos sacádicos que são movimentos oculares rápidos e pequenos, ou seja, estão sempre em movimento. No caso de o olho "estar parado" ou quando não para de se mexer, de forma anormal claro, é preciso saber o que ocorre e qual é o motivo dessa alteração.
Agora para diferenciar Dislexia de Legastenia, segue a explicação abaixo, extraída do http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=14411:

Dislexia ('dis-': separação +'lexia': de palavra): dificuldade em ligar os símbolos escritos com os respectivos fonemas.

No Dicionário Médico (Climepsi Editores, Lisboa) é «(fr. "dysleléxie"; ing. "dyslexia") Perturbação da capacidade de leitura, que se traduz por erros, omissões, inversão de letras, de sílabas ou de números, observada nas crianças em idade de aprender a ler, que, de resto, não apresentam qualquer perturbação susceptível de explicar este estado (visão, audição, capacidades intelectuais normais).»

Legastenia – (`leg-´: leitura + `astenia´: diminuição de força): dificuldade em dizer ou em escrever as palavras.

No Moderno Dicionário Michaellis da Língua Portuguesa (ed. Melhoramentos, São Paulo): «(do grego 'legasthenía') Fraqueza congênita da faculdade de ler e escrever, com aptidões restantes normais.»

Anoxia

Anoxia é a ausência do oxigênio no cérebro e acontece principalmente na hora do parto. São segundos durante o parto que podem gerar diversos problemas de aprendizagem. (Hipóxia é a diminuição de oxigenação). A causa da anoxia deve-se aos partos complicados, demorados, quando ocorre a interrupção do fluxo sanguíneo ou obstrução das vias aéreas do recém-nascido e quando ocorre a apnéia.

Geralmente o bebê passa pelo "índice de APGAR", que mede a saúde do recém-nascido e vê a necessidade de acompanhamento médico. É feito duas vezes, a primeira quando o recém-nascido tem um minuto de vida e depois com cinco minutos.


Nesse índice é avaliado a frequência cardíaca (batimentos por minuto), a respiração, tônus muscular (contração do músculo em repouso), reflexos e a cor da pele. Cada item citado recebe uma nota de 0 a 2, as quais são somadas para obter o resultado.

Quando somados os itens o ideal é o total de 10 pontos, porém a nota 8 e 9 também são boas e indicam que a criança está em um ótimo estado. Somados de 5 a 7, consideram o estado como regular, talvez a criança precisará de ajuda de aparelhos para respirar. As notas somadas menos de 5 indicam que a criança talvez necessite de acompanhamento médico.

É indicado que "talvez" ou "provavelmente" precisarão de acompanhamentos, pois há exemplos de crianças que a soma do índice era 9 ou 10 e tiveram paralisia cerebral e nem todas que a soma foi de 5 a 6 e apresentaram problemas graves.

O ideal, dependendo do resultado, é sempre fazer acompanhamento com o pediatra. Caso a criança apresente futuramente sequelas, procurar os especialistas para realizarem o diagnóstico e as intervenções necessárias.



Referências Bibliográficas




http://pt.wikipedia.org/wiki/An%C3%B3xia


http://renatapinheiro.com/indice-de-apgar/


http://brasil.babycenter.com/pregnancy/parto/apgar/