FELIZ 2011





Todas as postagens que não são de minha autoria é dado o devido crédito e citado a fonte, até porque quando se copia algo de alguém a intenção não é fazer plágio e sim divulgar as informações para um maior número de pessoas, favorecendo o conhecimento que é o meu maior objetivo com "ARQUIVO DO SABER".







sábado, 5 de fevereiro de 2011

A FORMAÇÃO DE CONCEITOS NA ESCOLA

Vygotsky (1993) descreve que a fala possui dois componentes: o fonético e o do significado.
Estes dois componentes irão originar os conceitos, que são classificados em espontâneos, quando construídos a partir da experiência, e formais, definidos pela ciência. Um dos problemas da escola é trabalhar somente com os conceitos científicos, não considerando os conceitos espontâneos dos alunos.É através da interação dos dois conceitos (científico e espontâneo) que se dá à evolução real do pensamento. Entender os conceitos prévios dos alunos possibilita que estes, através da reflexão e da atividade, sejam reconstruídos e propiciem a interação com o conceito construído cientificamente. Desta forma teremos uma proposta pedagógica que eleva as estratégias de pensamento, provoca aprendizagens mais significativas e desenvolve a autonomia de pensamento.


O processo de formação de conceitos tem início na infância e amadurece e se configura somente na adolescência. Durante a infância a criança adquire capacidades de conceituação que constituem o início desse processo. Como se dá a formação dos conceitos tem sido objeto de muitas investigações, principalmente quando se pensa no papel da escola como facilitadora na construção do conhecimento científico por parte de seus alunos.


Quando Vygotsky estudou esse tema, desenvolveu alguns estudos experimentais para observar a dinâmica do processo de formação de conceitos. As principais conclusões a que chegou foram:


* a percepção e a linguagem são indispensáveis à formação de conceitos;


* a percepção das diferenças ocorre mais cedo do que a das semelhanças porque esta exige uma estrutura de generalização e de conceitualização mais avançada;


* a formação de conceitos é o resultado de uma atividade complexa, em que todas as funções intelectuais básicas (atenção deliberada, memória lógica, abstração, capacidade para comparar e diferenciar) tomam parte;


* os conceitos novos e mais elevados transformam o significado dos conceitos inferiores.
Outro aspecto bastante relevante sobre formação de conceitos, tratado por Vygotsky (1991), diz respeito à experiência pessoal da criança e à instrução formal, à aprendizagem em sala de aula, levando-a a desenvolver dois tipos de conceitos que se relacionam e se influenciam constantemente. Vygotsky acredita que os conceitos espontâneos e os conceitos não-espontâneos fazem parte de um mesmo processo, ainda que se formem e se desenvolvam sob condições externas e internas diferentes e motivados por problemas diferentes.


Os conceitos científicos constituem, para Vygotsky, o meio no qual a consciência reflexiva se desenvolve. A aprendizagem escolar exerce papel importante em sua aquisição. Seus estudos confirmaram a hipótese de que os conceitos espontâneos e os conceitos científicos, inicialmente afastados porque se desenvolvem em direções contrárias, terminam por se encontrar.


Considerando que o aluno traz uma riqueza de conhecimentos sobre o mundo e seu funcionamento, que na maioria das vezes entram em conflito com o que é imposto pela escola e tem de ser aprendido, o professor deve agir para que os estudantes não rejeitem esses conhecimentos ou não tenham dificuldades em assimilá-los.


A tarefa da escola, por meio do professor, é exatamente auxiliar o aluno a formar o conceito científico e estabelecer vínculo indireto com o objeto por meio de abstrações em torno das suas propriedades e da compreensão que ele mantém com um conhecimento mais amplo. Para os professores, esta tarefa não é fácil, porque implica uma revisão, tanto de conteúdos quanto de metodologias.


Além de formados, esses conceitos precisam ser internalizados. A internalização dos conceitos ocorre à medida que a mente da criança registra os conceitos. A teoria indica que apenas a visualização não garante a apropriação de todas as características existentes no objeto a ser apreendido.


A atividade também é fundamental nesse processo. As atividades propostas pelos professores devem provocar nos alunos exercício mental constante voltado para as operações que devem realizar sobre determinado problema, permitindo que o aluno vá tomando consciência das suas atitudes e, conseqüentemente, das suas tarefas, da resolução da questão proposta.


Para que as práticas pedagógicas sejam mais adequadas à formação de conceitos científicos, algumas sugestões são apontadas:


-As idéias que o aluno traz para a escola são necessárias para a construção de significados. Suas experiências culturais e familiares não podem ser negadas. Essas idéias devem ser aceitas para progressivamente evoluírem, serem substituídas ou transformadas.


-A resistência para substituir alguns conceitos só é superada se o conceito científico trouxer maior satisfação: for significativo, fizer sentido e for útil.


-O diálogo com os alunos possibilita o diagnóstico de suas idéias em vários momentos da aprendizagem. Da mesma forma, a interação entre parceiros e a observação dos diálogos travados entre eles.


-Resolver problemas com um plano de atividades cognitivas deve ser estimulado, uma vez que a simples nomeação das características essenciais e a repetição de definições não garantem a formação de conceito.


-Deve-se possibilitar ao aluno retomar seu processo de trabalho, explicando suas idéias e analisando a evolução das mesmas.


-No processo de formação de conceitos, é desejável desenvolver ações de inclusão -estabelecer se um objeto dado refere-se ao conceito indicado, e de dedução-reconhecer as características necessárias ou suficientes para incluir ou não os objetos em um conceito dado.


-Nem todo conceito é passível de experimentação, daí o valor de meios variados: filmes, explorações de campo, etc.


É importante lembrar que o ensino sistemático e explícito na escola deve levar o aluno a reconceitualizações e, principalmente, desenvolver formas de pensar que se estendam para outras áreas e para situações que transcendem a sala de aula. A formação e internalização dos conceitos ocorrem pela mediação através da linguagem oral e escrita, como também pela mediação com objetos reais. A utilização correta do concreto se faz quando ele se revela como um instrumento para se chegar ao abstrato. A aquisição de cada conceito particular é vista como um processo de construção e não como um processo aditivo de recepção.


O desenvolvimento de determinadas habilidades são essenciais na formação de conceitos::


" Habilidade de explicar ou desdobrar o significado das palavras.


" Habilidade de construir e reconstruir os elementos que compõem um conceito.


" Habilidade de usardos dicionários e enciclopédias.


" Habilidade de observar a essência da coisa estudadal.


" Habilidade de definir, dizer com segurança o que algo é.
Os conceitos formados são muito importantes para o desenvolvimento cognitivo do indivíduo. Formar conceitos possibilita a aprendizagem de princípios e solução de problemas a eles relacionados.

Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)

Por Verônica Roger


CRP 05/20049




O transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), caracteriza-se por um quadro que, em psicopatologia, apresenta uma sintomatologia bastante clara e evidente. Os sintomas do TOC envolvem alterações de comportamento: mania de limpeza, abrir e fechar uma porta de forma repetitiva, não pisar em quadrados, conferir, contar ou reordenar minuciosamente objetos, etc; alterações do pensamento: idéias rígidas e persistentes de conteúdo sexual, de morte, de contaminação, de doenças, etc.; e alterações das emoções: depressão, raiva, dificuldades sexuais, perturbações da percepção.


Provavelmente, concorrem vários fatores para o seu aparecimento. Do ponto de vista biológico, existiria alguma conexão entre o TOC e aspectos genéticos. Do ponto de vista psicanalítico, crê-se que este transtorno pode se originar de uma dinâmica familiar infantil rígida ou estressante. Na verdade, não há nada de conclusivo em relação ao que leva um sujeito a desenvolver estes sintomas e outros, não.


Geralmente, o TOC é identificado pelo próprio paciente, pelo mal-estar que as formas ritualísticas de agir e o comportamento metódico provocam. No entanto, como a própria pessoa reconhece que seus pensamentos ou atos não possuem sentido, ela procura disfarçar tais manifestações, evitando falar sobre o assunto ou relutando em procurar auxílio profissional. Sendo assim, o TOC pode avançar de modo quase que imperceptível para as pessoas que convivem com quem apresenta este quadro.


Em geral, os sintomas evoluem com períodos de melhora e piora, até um determinado ponto em que se tornam insuportáveis para o paciente, fazendo com que este acabe por procurar ajuda especializada.


O tratamento psicanalítico possibilita a diminuição do comportamento obsessivo compulsivo. Dependendo da gravidade dos sintomas, o tratamento medicamentoso é também recomendável, já que a associação dessas intervenções tem se mostrado eficaz no controle da depressão e da ansiedade, que inevitavelmente surgem nestes tipos de paciente.


Vale lembrar que quanto mais cedo se procura ajuda profissional, maiores são as possibilidades do paciente seguir com uma vida satisfatória e mais promissor será o prognóstico.

Esquecer é tão importante quanto lembrar


“Todos os dias, enquanto eu viver

Eu vou me lembrar ...

Lembrar de esquecer!

Esquecer que o sol vai nascer e vai se por

E que os retratos que crio não podem repor,

Seu olhar, seu sorriso, seu amor...

E talvez um dia eu consiga lembrar

Daquilo que esqueci de esquecer

Do seu brilho que a doença apagou

Das marcas que o tempo deixou

Do abraço que não posso mais ter...

E todos os dias, enquanto eu viver,

Eu vou lembrar...

Lembrar de esquecer...”




É uníssono entre os cientistas da Teoria da Cognição que tão importante quanto lembrar é poder esquecer.


Para o neurocientista Ivan Izquierdo, “esquecer é fundamental para podermos pensar melhor, não enlouquecermos e conseguirmos sobreviver neste mundo”.


Nossa mente nos faz esquecer inúmeras coisas importantes, mas preservamos aquelas necessárias para conseguirmos viver. Lembramos onde fica nossa casa, nosso trabalho, o nome dos familiares e amigos. Por outro lado, seria insuportável a convivência se lembrássemos a todo o momento de todos os mal-entendidos ocorridos nos diversos contextos sociais, seja afetivo, profissional, ou de qualquer outro gênero.


Também esquecemos porque é preciso abrir espaço para novas informações – os mecanismos que formam e evocam memórias são saturáveis. Assim como também segundo a lei do desuso, com o decorrer do tempo e da falta de uso, as memórias acabam mesmo se perdendo. Isto se dá porque as memórias ficam “gravadas” em nosso cérebro através de redes de neurônios que tendem a se desfazer quando não são ativadas por um longo período.


Na verdade, esse é um dos pontos centrais na neuropsicologia da memória, ou seja, saber onde estão armazenadas as memórias, no cérebro. Após diversos experimentos, o neuropsicólogo Karl Lashley declarou que não se podia encontrar locais específicos no cérebro para memórias específicas.




Geralmente lembramos mais facilmente daquilo que nos é útil. As informações de maior relevância emocional são gravadas com mais facilidade e se retêm por mais tempo na memória. Algumas decorrem de emoções tão intensas que nunca mais se apagam – o dia do nascimento de um filho, por exemplo.


A importância das emoções para o processo de armazenamento na memória é tão grande que muitas lembranças desaparecem quando os sentimentos que as geraram também deixam de existir. Apagamos da mente um acontecimento que nos assustou quando deixamos de sentir medo daquilo. Como essa lembrança era sempre ativada através do medo, quando ele acaba, a lembrança não é mais acionada e cai no esquecimento – exemplifica Ivan Izquierdo.

Entretanto, os esquecimentos podem ocorrer também através das falhas nos sistemas de recepção ou evocação de uma lembrança. O que aprendemos também afeta o que lembramos, uma vez que a memória parece não ser apenas uma reprodução do que foi aprendido, mas é também construtiva, influenciada por informações adquiridas posteriormente e por esquemas baseados no conhecimento anterior.


O modo como a informação é codificada à época da aprendizagem afetará enormemente a maneira como ela é evocada, mais tarde. Um dos meios mais eficientes de melhorar-se a evocação é que a pessoa crie indícios significativos para a recuperação subseqüente.

A memória, de acordo com Crowder (1976 citado por Sternberg 2000), refere-se aos mecanismos dinâmicos associados à retenção e à recuperação da informação sobre a experiência passada. Segundo Sternberg (2000), no processo mnemônico são identificados três operações: codificação, armazenamento e recuperação.
Na codificação, dados sensoriais são transformados numa forma de representação mental;
 no armazenamento, a pessoa conserva a informação codificada na memória;
e na recuperação o indivíduo extrai ou usa a informação armazenada na memória.


O armazenamento de informação na memória acontece a curto e a longo prazo, e neste os conteúdos que são guardados na memória permanecem durante longo período ou até mesmo definitivamente.



Entre os vários estudos neste campo, há aqueles que se referem à importância do esquecimento para a memória. Assim, como têm revelado as pesquisas, para expandir a capacidade de processamento é fundamental saber se livrar do que não interessa, ou seja, esquecer o que não é importante.


Se o espaço do cérebro é finito, então é preciso priorizar compromissos ou evitar o excesso de tarefas e atos automáticos.


O esquecimento, portanto, permite que se abra espaço para que se possa avançar com o raciocínio.


Esquecer é fundamental para não ter memórias que nos azucrinem e impeçam o aprendizado de coisas novas.


As pessoas esquecem para poder pensar e serem capazes de fazer generalizações e reflexões sobre as informações obtidas.


Por outro lado, de acordo com o Dr. João Roberto D. Azevedo, se não houvesse o processo de esquecimento nossa capacidade de adaptação ficaria prejudicada.


Como se pode perceber, então, aqueles desconfortáveis esquecimentos eventuais, habitualmente preocupantes, seriam na verdade, positivos.

Bibliografia:
IZQUIERDO, Ivan. A Arte de Esquecer: Cérebro, Memória e Esquecimento. Ed. Vieira & Lent.


STERNBERG, Robert J. Psicologia Cognitiva. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.


Revista Época.Setembro de 2004. Citada no artigo de Melo, Denise Mendonça.


MELO, Denise Mendonça. Processo de memória – esquecer para lembrar. Site: Acessa.com.


Site: Globo on line de 20.03.2006. Memória. Esquecer é tão importante quanto lembrar.

Defensividade Sensorial


Defensividade sensorial é simplesmente a super ativação de nossos sentidos protetores. É uma má percepção que faz com que nossas roupas pareçam aranhas em nossa pele e escadas pareçam rochedos. Indivíduos com defensividade sensorial podem ser descritos como às vezes procurando, às vezes evitando, algumas vezes hiperativos , emotivos, instáveis emocionalmente e/ou procurando sensorialmente. Cada indivíduo tem seu próprio estilo de resposta. Pode haver defensividade para um tipo de sensação (ex. sensibilidade ao toque é defensividade tátil) ou a muitos tipos de sensações.

Quando defensividade sensorial domina o comportamento de um indivíduo, outros sintomas sociais/emocionais podem aparecer. Esses efeitos secundários tornam-se um outro problema que é separado mas relacionado. Hábitos e medos aprendidos podem persistir se não tratados separadamente.

Defensividade Sensorial A tendência a reagir negativamente ou com alarme a entrada sensorial que geralmente é considerada inofensiva ou não irritante é típica de defensividade sensorial. Sintomas comuns podem incluir hipersensibilidade a luz ou toque inesperado, movimento súbito ou hiperreação a superfícies instáveis, sons de alta frequência, excessos de barulho ou estímulos visuais e certos cheiros.

Comportamentos Emocionais e Sociais Relacionados
Defensividade sensorial resulta em gráus variáveis de estresse e ansiedade, embora sintomas possam variar de indivíduo para indivíduo. A criança com defensividade sensorial pode perceber erroneamente o mundo como perigoso, alarmante ou, no mínimo, irritante.

Defensividade Tátil

Pessoas com defensividade tátil preferem tocar que ser tocados. Frequentemente fazem manha ou resistem para lavar o cabelo. Podem agir como se sua vida estivesse sendo ameaçada quando são banhados ou trocam suas roupas. Essas crianças frequentemente se irritam com alguns tipos de roupas, etiquetas ou roupas novas. Podem não gostar de ficar próximos a outros e evitar multidões. Frequentemente não gostam de que suas mãos ou pés fiquem sujos. Podem parecer desnecessariamente grosseiros. Algumas crianças gostam de cair sobre coisas de propósito, como se procurando sensação ou parecem responder menos a certas sensações de dor.

Defensividade Oral

Algumas crianças não gostam ou evitam certas texturas ou tipos de comida. Podem ser hiper ou hipo sensíveis a comidas condimentadas ou quentes; evitam por objetos na boca; e/ou tem horror de escovar os dentes ou lavar o rosto. Alguns têm uma variedade de problemas de alimentação desde a infância.

Insegurança Gravitacional

Parece ser um medo irracional de mudança de posição ou movimento. Essas crianças geralmente têm medo quando seus pés deixam o chão, ou a cabeça é virada para baixo.

Defensividade Visual

Isto pode envolver uma hiper sensibilidade à luz e distraibilidade visual. Crianças com este problema podem evitar brincar fora , dependendo da luz e/ou precisar de óculos escuros para bloquear a luz. Podem assustar-se mais facilmente e/ou evitar contato olho a olho.

Defensividade Auditiva

Reflete uma hiper sensibilidade a certos sons e pode envolver respostas irritadas ou de medo a certos sons tal como aspirador de pó, motores, alarme de incêndio, etc. Crianças às vezes fazem uma quantidade exagerada de sons para bloquear outros sons.
Outros
Outros sintomas podem incluir sensibilidade pouco comum a gostos e/ou cheiros.

Abordagens de Tratamento

-Tratamento guiado por profissional especialista em Integração Sensorial

-Programa de atividades planejadas e programadas,chamado de dieta sensorial.

Fonte:http://www.portalsaudebrasil.com



TRANSTORNO DESAFIADOR OPOSITIVO

Características Diagnósticas

A característica essencial do Transtorno Desafiador Opositivo é um padrão recorrente de comportamento negativista, desafiador, desobediente e hostil para com figuras de autoridade, que persiste por pelo menos 6 meses e se caracteriza pela ocorrência freqüente de pelo menos quatro dos seguintes comportamentos:


- perder a paciência, discutir com adultos, desafiar ativamente ou recusar-se a obedecer a solicitações ou regras dos adultos , deliberadamente fazer coisas que aborrecem outras pessoas, responsabilizar outras pessoas por seus próprios erros ou mau comportamento, ser suscetível ou facilmente aborrecido pelos outros, mostrar-se enraivecido e ressentido, ou ser rancoroso ou vingativo.


Os comportamentos negativistas ou desafiadores são expressados por teimosia persistente, resistência a ordens e relutância em comprometer-se, ceder ou negociar com adultos ou seus pares. O desafio também pode incluir testagem deliberada ou persistente dos limites, geralmente ignorando ordens, discutindo e deixando de aceitar a responsabilidade pelas más ações. A hostilidade pode ser dirigida a adultos ou a seus pares, sendo demonstrada ao incomodar deliberadamente ou agredir verbalmente outras pessoas (em geral sem a agressão física mais séria vista no Transtorno da Conduta).


As manifestações do transtorno estão quase que invariavelmente presentes no contexto doméstico, mas podem não ser evidentes na escola ou na comunidade. Os sintomas do transtorno tipicamente evidenciam-se mais nas interações com adultos ou companheiros a quem o indivíduo conhece bem, podendo assim não serem perceptíveis durante o exame clínico. Em geral, os indivíduos com este transtorno não se consideram oposicionais ou desafiadores, mas justificam seu comportamento como uma resposta a exigências ou circunstâncias irracionais.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O que é Psicose infantil?



Para Ajuriaguerra e Marcelli (1986) a psicose infantil é um transtorno de personalidade dependente do transtorno da organização do eu e da relação da criança com o meio ambiente. As características do psicótico infantil listadas são:

* dificuldade para se afastar da mãe;


* problemas para compreender o que vê;


*alterações significativas na forma ou conteúdo do discurso, repetindo de imediato palavras e/ou frases ouvidas (fala ecolálica), ou empregando-se de forma idiossincrática estereotipias verbais ou frases ouvidas anteriormente, sendo comum a inversão pronominal, referindo-se a ela mesma usando a terceira pessoa do singular ou o seu nome próprio;


*alterações significantes na produção da fala com relação ao volume, ritmo e modulação; habilidades especiais; conduta socialmente embaraçosa; e negação da transformação da alimentação líquida para sólida ou bulimia não diferenciada incorporando qualquer objeto pela boca.


Na concepção de Winnicott, o desenvolvimento afetivo-emocional da criança constitui-se da subjetividade do sujeito a partir de uma relação saudável entre mãe e bebê, o qual apresenta uma relação visceral com a mãe em seu primeiro ano de vida, considerando-a, junto com o ambiente, uma extensão do seu próprio corpo, pois neste período não há ainda a divisão do “não-eu” e do “eu” do bebê. Portanto, epara a formação saudável da psique do bebê é necessário que ambos, mãe e ambiente, sejam suficientemnte bons, caso isto não ocorra ou não sejam corrigidas as falhas de não suprimir as necessidades do bebê estabelece-se na relação mãe-bebê uma espécie de carência/deficiência, que acarreta para o bebê uma grande ansiedade e, por isto, um comprometimento na constituição da sua subjetividade. Assim, a ocorrência de distorções no relacionamento mãe-bebê seria a origem dos quadros de psicose.

O brincar com dificuldade da criança psicótica, que vai desde a inibição total ou parcial até a desorganização da conduta, é indicativo de perturbações sérias, já que isso exige a possibilidade de simbolizar e no psicótico o significante é a mesma coisa que o significado (equação simbólica), assim a possibilidade de expressão de conflitos depende da quantidade, qualidade e inter-relação das partes mais preservadas da personalidade ou que conseguiram uma organização não psicótica.

Assim, uma estrutura psicótica de personalidade na criança é evidenciada por:

*carência de adequação à realidade, em conseqüência do predomínio do processo primário, que ocasiona a distorção na percepção do mundo externo e, no psicodiagnóstico, na relação ou no vínculo com o Psicólogo;


*predomínio de equações simbólicas, nas quais as fantasias atuam diretamente, com personagens extremamente cruéis, terroríficos e onipotentes, o que corresponde a um Superego primitivo de características terroríficas e sádicas, que para Melanie Klein é um dos fatores básicos do transtorno psicótico;


*perseverança ou estereotipia na conduta verbal e pré-verbal, produzindo brincadeiras estereotipadas e rígidas;


*escolha de brinquedos e brincadeiras intencionalmente;


* movimentos e atitudes bizarras e bruscas;


* produção sem criatividade;


* tolerância mínima à frustração, em conseqüência do predomínio do princípio de prazer;


* e dificuldades de aprendizagem.


http://www.psiqweb.med.br/site/

GENIAL, NÃO CONSEGUI, SÓ RI...................



Teste de Coordenação Motora




Você tem controle de seu pé direito ?
se não conseguir é provável que boas risadas vai conseguir,.

1) Sente-se em frente à sua mesa, então com o pé direito, faça círculos no sentido horário.
2) Ao mesmo tempo que realiza o primeiro movimento, desenhe (pode ser o dedo mesmo) o número 6 com a mão direita.
3) O movimento de seu pé irá mudar de direção, ele circulará ao contrário aos ponteiros de um relógio.


ps......................................................................................................................
Se você conseguiu fazer o movimento de primeira me avise, você é sobrenatural!