FELIZ 2011





Todas as postagens que não são de minha autoria é dado o devido crédito e citado a fonte, até porque quando se copia algo de alguém a intenção não é fazer plágio e sim divulgar as informações para um maior número de pessoas, favorecendo o conhecimento que é o meu maior objetivo com "ARQUIVO DO SABER".







sexta-feira, 26 de novembro de 2010

MÉTODO FÔNICO

O método fônico consiste no aprendizado através da associação entre fonemas e grafemas, ou seja, sons e letras. Esse método de ensino permite primeiro descobrir o princípio alfabético e, progressivamente, dominar o conhecimento ortográfico próprio de sua língua, através de textos produzidos especificamente para este fim.
O método é baseado no ensino do código alfabético de forma dinâmica, ou seja, as relações entre sons e letras devem ser feitas através do planejamento de atividades lúdicas para levar as crianças a aprender a codificar a fala em escrita e a decodificar a escrita no fluxo da fala e do pensamento.
O método fônico nasceu como uma crítica ao método da soletração ou alfabético. Primeiro são ensinadas as formas e os sons das vogais. Depois são ensinadas as consoantes, sendo, aos poucos, estabelecidas relações mais complexas. Cada letra é aprendida como um fonema que, juntamente com outro, forma sílabas e palavras. São ensinadas primeiro as sílabas mais simples e depois as mais complexas.
Visando aproximar os alunos de algum significado é que foram criadas variações do método fônico. O que difere uma modalidade da outra é a maneira de apresentar os sons: seja a partir de uma palavra significativa, de uma palavra vinculada à imagem e som, de um personagem associado a um fonema, de uma onomatopéia ou de uma história para dar sentido à apresentação dos fonemas. Um exemplo deste método é o professor que escreve uma letra no quadro e apresenta imagens de objetos que comecem com esta letra. Em seguida, escreve várias palavras no quadro e pede para os alunos apontarem a letra inicialmente apresentada. A partir do conhecimento já adquirido, o aluno pode apresentar outras palavras com esta letra.
Os especialistas dizem que este método alfabetiza crianças, em média, no período de quatro a seis meses. Este é o método mais recomendado nas diretrizes curriculares dos países desenvolvidos que utilizam a linguagem alfabética.
Faça sempre a associação dos sons. Uma dica : é que quando estiver pronunciando as fonéticas( os sons) solicite que o aluno olhe para você e acompanhe a abertura da boca, ou mesmo até o uso de um espelhinho ( para que ele visualize sua própria boquinha) e quando for ler, sempre fixe o olhar na atividade. É uma maneira de não dispersar a atenção.

12 Maneiras de Transformar o Seu Aluno em Fã


Um dos grandes desafios das escolas hoje é tornar seus alunos fãs, para que eles permaneçam na instituição e tragam novos estudantes. Veja algumas dicas:

1.Seja fonte de novas idéias: todos seus alunos estão preocupados, em graus diferentes, com o futuro, com a maneira pela qual o mundo funciona. Apóie seus alunos nesse sentido, dando-lhes informações sobre o cotidiano que não estão no currículo. A escola também pode realizar palestras e bate-papos com profissionais de sucesso, futurólogos, economistas, etc.

2.Demonstre que você tem o conhecimento: o conhecimento que seus alunos esperam, muitas vezes, não é aquele que o professor passa na sala de aula. Que tal fornecer-lhes instruções básicas de economia, marketing pessoal e outros assuntos necessários para sobreviver lá fora? Desenvolva rápidos livrinhos sobre esses temas e distribua a seus alunos.

3.Transmita a imagem correta: se você quer que sua instituição de ensino seja reconhecida como a melhor da região, então faça com que tudo à sua volta reforce essa imagem. Não é necessário contratar um decorador e cobrir seu escritório com tapetes e quadros caros,

4.Conheça o aluno: não assuma que você entende os anseios e as necessidades de todos os alunos. Cada bairro da cidade, cada classe social produz pessoas es.com necessidades e visões diferentes. Dentro de cada bairro, cada família possui suas peculiariedades. E dentro de cada família, cada pessoa tem seu modo único de pensar. Muitos colégios erram ao se apoiar em estudos referentes ao "aluno brasileiro médio". Ora, trabalhar com a média vai fazer, no máximo, que você crie uma escola igual às outras. Gaste algum tempo entendendo a comunidade que você quer atingir.

5.Demonstre que você está aprendendo constantemente: esse é um componente chave para garantir o relacionamento escola-aluno. Para que um estudante sinta-se confortável com o passar do tempo, você deve mostrar que está constantemente aprendendo, tornando-se mais atual, útil e competente. Ficar estagnado é fatal para qualquer instituição.

6.Comunique-se claramente: manter um entendimento claro e cristalino com seus alunos é mais importante do que nunca. Cuidado com aquelas circulares cheias de termos técnicos. Algumas são escritas de uma maneira que só confunde os alunos e pais. Esqueça, portanto, as "atividades de campo interativas para observação da variedade da fauna nacional no Bosque e Jardim Botânico Municipal Memorial Etelvina Montes Farberbara.". Escreva "visita ao Jardim Botânico".

7.Seja acessível: mantenha suas portas abertas, esteja sempre pronto para falar com seus alunos. A grande maioria não abusa dessa facilidade de acesso, embora eles se sintam mais seguros ao saber que podem contatá-lo sempre que precisarem. Diminua a burocracia entre a direção e os alunos.

8.Ouça: deixe o aluno falar e você vai acabar descobrindo exatamente o que ele deseja para que suas aulas e sua escola sejam ainda melhores. Somente quando você tem uma imagem bem clara dos motivos e preocupações dos estudantes é que você pode montar uma escola específica para aquela realidade. Abuse de caixas de su

9.Pense como o estudante: foque no que agradou a você como aluno, quando você sentava do outro lado da sala, bem como as coisas que fizeram você trocar de escola ou faculdade. Assegure-se de praticar a primeira parte, e evitar a segunda. E resista à tendência comum de achar que o que é bom para a sua escola é automaticamente bom para os alunos. Não é, mas o inverso é verdadeiro: o que é bom para seus alunos, no final das contas, vai ser bom para sua instituição. Pense nessas leis sempre que for aprovar algo para sua instituição. Aquela nova ação vai tornar o estudo melhor, mais fácil ou agradável?

10.Nunca decida o que um aluno quer: os estudantes querem conselhos, dicas, sugestões e não conclusões o tempo todo. Então ofereça opções e alternativas. Ensine-os a pensar e analisar. Existe um espaço para verdades absolutas na escola (2 + 2 =4), mas ele não deve ser dominante no relacionamento com os alunos. Trabalhe para criar um cenário que permita ao aluno decidir, apontando aspectos positivos e negativos de algumas situações. Você estará desenvolvendo características que serão muito úteis para eles mais tarde.

11.Torne-se paranóico: Andy Grove, presidente da companhia de peças de computador Intel, sugere que seu sucesso é resultado direto de sua paranóia. É a paranóia que o mantém engajado, atento e fazendo perguntas.

12.Se você não pode ajudar o aluno, seja honesto: a prova do profissionalismo é dizer não. Não existe maneira de uma escola (ou professor) ser capaz de fazer mentindo.
pesquei na net

domingo, 21 de novembro de 2010

ANEMIA

O que é anemia ?

Anemia é a falta de células sanguíneas vermelhas e/ou hemoglobina. Isso ocasiona a redução da habilidade do sangue transferir oxigênio para os tecidos. Hemoglobina (a proteína que carrega oxigênio nas células vermelhas do sangue) tem que estar presente para garantir a oxigenação adequada de todos os tecidos do organismo.
Tipos de anemia
Anemia é a desordem mais comum do sangue. Há vários tipos de anemia, produzidos por uma variedade de causas. Anemia é classificada pelo tamanho da célula vermelha sanguínea: diminuída (microcítica), normal (normocítica) ou aumentada (macrocítica ou megaloblástica).
Sinais e sintomas da anemia
Anemia permanece não detectada em muitas pessoas e os sintomas podem ser vagos. O mais comum é a sensação de fraqueza ou fadiga. Falta de ar é relatada em casos mais severos. Muitos casos de anemia severa incitam uma resposta compensatória na qual o trabalho cardíaco é bem aumentado levando a palpitações e transpiração; esse processo pode ocasionar falha cardíaca em idosos. Palidez somente é notável em casos de anemia severa, e desta forma não é um sintoma confiável.
Diagnóstico de anemia

A única forma de diagnosticar anemia é através de exame de sangue. Geralmente é feita uma contagem completa do sangue. Além de mostrar a quantidade de células sanguíneas vermelhas e nível de hemoglobina, a contagem automática também mede o tamanho das células vermelhas, o que é importante para distinguir entre as causas.
Ocasionalmente, outros testes são necessários para posteriormente distinguir a causa da anemia. Isso é discutido abaixo em "diagnóstico diferenciado". O médico também pode decidir pela realização de outros exames de sangue que poderiam identificar a causa da fadiga, os níveis de glicose, ferratina, função renal e eletrólitos.
Diagnóstico diferenciado
Anemia é classificada pelo tamanho das células vermelhas do sangue; isso é verificado automaticamente ou em exame microscópico do esfregaço sanguíneo. O tamanho é refletido no volume corpuscular médio. Se as células forem menores que o normal, é dito que a anemia é micrócita; se elas têm tamanho normal, normócita; se são maiores que o tamanho normal, macrócitas. Outras características visíveis pelo exame do esfregaço sanguíneo podem dar pistas valiosas para um diagnóstico mais específico; por exemplo, células brancas anormais podem apontar para a causa na medula óssea.
Anemia microcítica
O tipo mais comum de anemia é a decorrente de deficiência de ferro, a qual geralmente é microcítica. Causas bem mais raras (aparte de comunidades onde essa condição é prevalente) são talassemia e hemossiderose.
Anemia por deficiência de ferro ocorre quando o consumo na dieta ou absorção de ferro é insuficiente. Ferro é uma parte essencial da hemoglobina, e baixos níveis desse mineral resultam em incorporação diminuída de hemoglobina em célula vermelha. Nos Estados Unidos, 20% da mulheres pré-menopausa têm anemia por deficiência de ferro, comparadas a somente 2% dos homens. A principal causa de anemia por deficiência de ferro em mulheres pré-menopausa é a perda de sangue durante a menstruação. Estudos têm mostrado que a deficiência de ferro sem anemia causa queda de performance escolar e diminui o QI em garotas adolescentes. Em pacientes mais velhas, anemia por deficiência de ferro muitas vezes ocorre por lesões com sangramento no trato intestinal. Exame de fezes e endoscopia geralmente são feitos para identificar lesões com sangramentos, as quais podem ser malignas.
Anemia Normocítica
Anemia normocítica pode ser causada por perda de sangue aguda, doença crônica ou falha em produzir quantidade suficiente de células vermelhas. Problema renal crônico e no fígado causam anemia normocítica. No caso de problema renal isso deve-se à diminuição da produção do hormônio eritropoietina.
Certas deficiências hormonais, como deficiência de testosterona, podem causar anemia normocítica. Anemia sideroblastica é causada pela produção anormal de células vermelhas sanguíneas como parte da Síndrome Mielodisplásica, a qual pode se desenvolver em tumores malignos hematológicos (especialmente leucemia mielógena aguda).

Anemia aplástica é causada pela inabilidade da  medula óssea produzir células sanguíneas. Anemia aplástica é muito mais rara do que a causada por deficiências na dieta ou defeitos genéticos, e progride rapidamente.
Anemia macrocítica
A cauda mais comum de anemia macrocítica é a deficiência de vitamina B12 e/ou ácido fólico, devida à ingestão inadequada ou absorção insuficiente. Deficiência de vitamina B12 produz sintomas neurológico, já a deficiência de ácido fólico geralmente não. Anemia perniciosa é uma condição auto-imune onde falta ao organismo fator intrínseco necessário para absorver a vitamina B12 dos alimentos. Alcoolismo pode causar anemia macrocítica.

PESQUEI NA NET

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

SÍNDROME DE IRLEN

A visão é responsável por 85% de tudo que percebemos no mundo. Aprender novas habilidades está intrinsecamente ligado a forma como vemos, percebemos e codificamos os estímulos que chegam aos nossos olhos. Uma vez que estes estímulos apresentam algumas distorções, passamos a operar com dificuldade e desconforto.

É um tipo específico de distúrbio do processamento perceptual, sendo apenas uma peça do quebra - cabeças, uma entre as várias dificuldades que algumas pessoas sentem, entre elas a Dislexia.

A Síndrome de Irlen é uma distorção na percepção visual. Foi descoberta por Helen Irlen em 1987 nos EUA. No Brasil tem sido difundida pela Fundação Hospital dos Olhos Doutor Ricardo Guimarães(Belo Horizonte) que contam com profissionais da área da educação e da saúde.

Um tipo específico de distúrbio do processamento perceptual, que é chamado Síndrome de Sensibilidade Escotópica (SEE), Sídrome de Irlen ou Dislexia de Leitura.

Embora seja uma síndrome pouco conhecida no Brasil, a incidência é grande, em cem pessoas, quatorze apresentam distorções ou/e desconforto na leitura.

A Dislexia de Leitura afeta pessoas de todas as idades, com inteligência normal ou superior à média .

A síndrome começa a ser percebida principalmente quando a criança entra na idade escolar e mostra algum comprometimento no seu processo de aquisição da leitura e da escrita.

E muitas não têm consciência das suas dificuldades e se consideram desajeitadas e incoordenadas sem se dar conta que estes problemas são parte aparente de uma dificuldade mais ampla.

As pessoas com Síndrome de Irlen consomem mais energia e esforço na leitura e outras atividades visuais porque captam de forma diferente podendo apresentar alguma falhas na percepção. A tentativa de corrigi-las pode causar fadiga, cansaço e desconforto, o que afetam a leitura, a nitidez, a compreensão, o desempenho e o tempo de concentração.

Quando não tratada repercute em toda a sua vida acadêmica e profissional. A identificação precoce e o incremento de estratégias apropriadas de aprendizado permitem a integração e o desenvolvimento dos talentos inatos de cada criança.

A Síndrome de Irlem não é diagnosticada em exames oftalmológicos de rotina, apenas com um teste específico aplicado por profissionais treinadas (screeners).

Chamada Síndrome de Irlen é caracterizada por sintomas de pressão nos olhos, dores de cabeça e distorção da imagem durante a leitura. Acredita-se que seja uma condição relacionada ao “stress” visual resultante da hiperexcitabilidade do córtex visual.

Alguns autores diferenciam esta síndrome dos demais problemas oculares como vícios de refração mal corrigidos (miopia, astigmatismo e hipermetropia), anormalidades da visão binocular (como microestrabismos, insuficiência de convergência, etc) e problemas da acomodação visual Evans.

A causa do problema ainda é mal estabelecida. Alguns trabalhos relacionam a Síndrome a um problema de hereditariedade e outros a uma disfunção do sistema imunológico provocada por alterações na taxa das gorduras sangüineas.

No século passado alguns autores chegaram a sugerir que esta síndrome fosse incluída no diagnóstico diferencial da Dislexia do Desenvolvimento. J.Learn.Disabil. 28 (1995) 216.

- Sintomas mais frequentes:

 
- Sensibilidade à luz (luz do sol, luzes fortes, luzes fluorescentes, faróis, iluminação das ruas)
- Estresse e Esforço (atividades visuais, audição, TV, cores)
- Matemática (erros de alinhamento, velocidade, exatidão/precisão)
- Distração (leitura, audição, trabalho, provas)
- Dores de cabeça
- Desempenho comprometido nos esportes com bola
- Acompanhamento de objetos em movimento
- Sonolência em viagens de carro ou ônibus
- Direção Noturna (não conseguir dirigir )
- Cansaço/Fadiga geral
- Cansaço durante o uso do computador,tv
- Audição “retardada”
- Baixa concentração no estudo e provas
- Leitura de Música
- Percepção de profundidade
- ADD (Distúrbio do Déficit de Atenção/HD (distúrbio de hiperatividade)
- Dores de estômago
- Explosões de comportamento
- Náusea/Tontura
- Dificuldade em seguir com os olhos
- Ansiedade
- Nervosismo
--Tem dificuldade em memorizar e compreender o que lê-

-Queixa de dores de cabeça, cansaço ou outros sintomas físicos quando está diante de algum texto- Omite ou “salta” palavras quando lê.

- Quando a luminosidade, o contraste, o tamanho da impressão, o trabalho e o esforço de compreensão afetam negativamente o desempenho na leitura, bem como na realização de outras tarefas (por se tratar de uma distorção visual).

-Por apresentarem problema com a luz branca, não conseguem ser produtivos quando expostos a ela, podendo ser considerados “preguiçosos” ou “displicentes” ou se sentirem incompetentes.

 
Outras Comorbidades
Essa síndrome pode ou não estar associada a outras dificuldades de aprendizagem tais como: Déficit de atenção e Hiperatividade, problemas comportamentais e emocionais, sensibilidade à luz (fotofobia), dislexia, certas condições visuais médicas, entre outras.


Diagnótico

O diagnóstico é feito por profissionais devidamente capacitados e autorizados para tal avaliação. O método utilizado é a Escala Perceptual de Leitura Irlen (EPLI) que, identifica e avalia os níveis em que os indivíduos cuja vida acadêmica tem sido dificultada pela síndrome de Irlen e conscientiza o cliente de suas condições.

Quando a SI não é diagnosticada, os indivíduos podem ser vistos como tendo problema de comportamento, de atitude, emocional e motivação.



TRATAMENTO

O tratamento proposto para esta Sindrome foi a prescrição de filtros coloridos, quer na forma de óculos, quer na forma de folhas plásticas coloridas sobrepostas na folha de leitura, quer na forma de marcadores de texto coloridos.

Trabalhos recentes mostram que os filtros aumentam o rendimento de leitura em apenas 3,8% tanto em adultos quanto em crianças

Outros trabalhos mostram que a maioria dos pacientes que receberam tratamento adequado dos problemas oculares existentes apresentaram melhora dos sintomas e aumento na performance.

Trabalhos realizados pelo setor de Oftalmologia do CRDA também não mostram efetividade do uso de filtros em portadores de dislexia. Nestes as lentes prismáticas de baixa potência têm mostrado resultados surpreendentes (48% de melhora na performance de leitura).

A avaliação oftalmológica dos pacientes disléxicos deve ser dinâmica considerando a atividade ocular durante a leitura e o esforço contínuo de foco para longe, perto e distâncias intermediárias (quadro negro, livros e cadernos e computador), o fluxo de informações constante e a percepção e cognição cerebral.

 http://www.irlen.com.sg/irlen.html

http://www.dislexia.com.br/intro.htm

http://www.dyslexia-test.com/color.html

http://www.holhos.com.br/fundacao.html

http://www.dyslexia-test.com/index.htm

http://www.dyslexia-test.com/index.htm

Mapa conceitual da Síndrome de Irlen

Evitar falsos diagnósticos de dislexia

Distinção providencial
Estudo premiado em simpósio de neurociências busca evitar falsos diagnósticos de dislexia

Itamar Rigueira Jr.
Efeito de distorção dá ideia das dificuldades enfrentadas pelos portadores da Síndrome de Mears-Irlen

A dislexia, dificuldade na aprendizagem da leitura, tem impacto negativo importante na vida de uma pessoa. Quase sempre, provoca atrasos na formação escolar e leva à baixa autoestima. Há algum tempo, entretanto, sabe-se que alguns sintomas da dislexia coincidem com os de uma dificuldade ligada à visão, a Síndrome de Mears-Irlen (SMI), e que isso pode levar a erros de diagnóstico. O objetivo passou a ser o de descobrir quem, entre os supostos disléxicos, é portador (somente ou também) da síndrome, cuja reabilitação é rápida e barata.

O tema reuniu pesquisadores da UFMG, da PUC Minas e do Hospital de Olhos de Belo Horizonte – serviço de referência para a SMI –, que tiveram trabalho premiado no 3o Simpósio do Programa de Pós-Graduação em Neurociências da Universidade, realizado em setembro. O estudo Prevalência da Síndrome de Mears-Irlen em portadores de dislexia teve o grande mérito, segundo a professora Leonor Bezerra Guerra, que participou do trabalho, de levar à comunidade científica informações sobre um assunto que no Brasil ainda é pouco estudado. “A dislexia implica elaboração de toda uma estratégia alternativa de aprendizagem, e agora o problema pode ser resolvido de outra forma”, ela afirma.

A Síndrome de Mears-Irlen foi identificada na década de 1980, nos Estados Unidos, pela pesquisadora Helen Irlen, e somente há cinco anos começaram a chegar ao Brasil informações sobre o distúrbio visual-perceptivo que parece ter como base neurológica um déficit no córtex visual primário. Assim como a dislexia, a SMI é um comprometimento neurológico ligado ao sistema nervoso central. A pessoa tem dificuldade de decodificar os sinais luminosos e recebe mensagens distorcidas, o que resulta em problemas relacionados à leitura e à escrita. A síndrome e a dislexia estão associadas a áreas cerebrais diferentes, segundo a professora Leonor Guerra: enquanto a SMI é uma falha localizada entre a sensação e a percepção, a dislexia afeta o espaço entre a percepção e a análise.

O trabalho avaliou a prevalência da SMI em pacientes diagnosticados com dislexia e encaminhados ao Hospital de Olhos – 28 (75,7%) do sexo masculino e nove (24,3%) do sexo feminino, alfabetizados, com idade média de 11,8 anos. Os resultados mostram prevalência de SMI em 93% (34) dos pacientes, percentual considerado muito elevado em relação ao que aparece na literatura (44% de comorbidade). A conclusão é de que a amostra estava “viciada”, pelo fato de o Hospital de Olhos ser um serviço de referência e receber pacientes previamente triados.

Ainda assim, os resultados do trabalho foram considerados extremamente relevantes. “A coexistência de sintomas reforça a necessidade de disléxicos serem avaliados pela metodologia Irlen, evitando diagnósticos falso-positivos nos casos de SMI e, ao mesmo tempo, conscientizando os profissionais da área sobre a possível coexistência de ambas as entidades”, afirma Laura Niquini de Faria, fonoaudióloga e mestranda em neurociências pela UFMG.
Nas escolas

A pesquisa de mestrado de Laura Niquini prevê a continuação dos estudos sobre a prevalência da Síndrome de Mears-Irlen em crianças disléxicas. O objetivo é avaliar cerca de 150 crianças em escolas de Belo Horizonte, identificando dificuldades de leitura, investigando os motivos e utilizando os tratamentos disponíveis. Um deles consiste na aplicação de transparências sobre folhas de papel para tarefas de leitura. Elas propiciam mais conforto e contraste ao portador da SMI fazendo que os sintomas sejam bastante minimizados. Outra forma de tratamento vale-se de óculos especiais, com ou sem grau, de lentes que funcionam como filtros. “Eles exigem uso constante e possibilitam neuroadaptação muito rápida e significativa”, afirma Laura Niquini.

Os progressos podem ser medidos pelo Eye-tracker, equipamento que está sendo desenvolvido pelo Laboratório de Bioengenharia do Departamento de Engenharia Mecânica da UFMG. Por meio de sensores infravermelhos, o aparelho fornece informações como número de palavras lidas por minuto e nível de compreensão de um texto. Segundo a pesquisadora, depois de um ano de uso dos filtros, o portador da SMI apresenta melhora substancial com impacto na leitura e no conforto em atividades visuais.

Além de verificar a incidência da Síndrome de Mears-Irlen, Laura Niquini de Faria pretende conhecer a capacidade que os professores têm de lidar com as dificuldades de aprendizagem de leitura e escrita de seus alunos. Ela lembra que os primeiros sinais, tanto da dislexia quanto da SMI, aparecem na primeira infância, mas apenas mais tarde, com as demandas escolares, fica evidente que algo está errado. “Com o passar dos anos, os sintomas se agravam, por isso é tão importante o diagnóstico precoce e preciso, que possibilita aprendizagem menos traumática, livre de críticas e cobranças que trazem problemas emocionais”, completa.

http://www.ufmg.br/boletim/bol1673/4.shtml

terça-feira, 16 de novembro de 2010

EDUCAÇÃO INFANTIL

Filho de Pastor Protestante, Friedrich Froebel nasceu em Oberweissbach. cidade da Alemanha.
Ficou órfão de mãe nove meses após seu nascimento e foi adotado por um tio.
Foi uma criança muito solitária e teve bastante contato com a natureza.
Em 1816 fundou sua primeira escola na Alemanha.
Nos últimos anos da Revolução Francesa, surgiu na Alemanha, França e Grã Bretanha um movimento chamado Romantismo.
E nesse contexto alguns educadores, entre eles Froebel, tiveram suas idéias alicerçadas sobre a infância, que passa a ser vista sob um novo ângulo.
Froebel foi o primeiro educador a perceber a infância como um período decisivo para a formação do homem e então, idealizou o
Jardim da Infância que seria a escola destinada à menores de oito anos.
Essa denominação estava ligada ao fato de ser a criança, segundo Froebel, semelhante a uma planta que durante seus primeiros anos precisaria de cuidados especiais para que crescesse de forma saudável.

Kuhlmann Jr(1998)nos fala sobre a rotina no Jardim da Infância segundo Froebel da seguinte forma:
1. entrada: saudação, revisão, canto;
2.conversação ou linguagem;
3.atividade física: marcha, marcha cantada ou ginástica;
4.repouso;
5.atividade dirigida: os dons;
6.refeição: na classe;
7.recreio ou recreio no jardim;
8.trabalhos manuais: entrelaçamento, dobradura, modelagem, mosaico, tecelagem, ervilhas, discos, alinhavo e picado;
9.atividades dirigidas: cores, formação de palavras, cálculo com cubos;
10.música: cantos de entrada, canto geral, música;
11.brinquedo e jogos organizados;
12.desenhos;
13.pensamentos, méritos e cantos de despedida;
14.saída.